sexta-feira, 27 de novembro de 2009


Projecto "Os nossos heróis: Os pais e os avós"


Ter cabelos brancos deixou de ser sinónimo de ‘avozinho’ ou ‘velho’. Os avós de hoje são de meia-idade ou pouco mais, trabalham ou, mesmo que reformados, não param.

Recentemente a revista “Pais e Filhos” publicou uma reportagem em que a psicóloga Liliana Santos defende que «os avós podem ter um papel importante na vida dos netos», mas não deixa de ser uma relação que é «indiscutivelmente um espaço de encontro de gerações», em que os dois lados têm muito a aprender. E um dos grandes momentos para uma aprendizagem em conjunto é a internet, que veio revolucionar o quotidiano destes novos avós, que marcam viagens, reservam espectáculos online e conhecem o mundo antes só imaginado. Para isso muito contribuem os netos, os craques cibernéticos. Esta é, para o psiquiatra Daniel Sampaio, «uma oportunidade a não perder para a aproximação entre gerações».

É neste sentido que Jardim-de-infância da Praia do Almoxarife, com orientação da professora Rosa Leal, está a implementar um projecto denominado de “Os nossos heróis: os pais e os avós.”

É um projecto intergeracional que tem como objectivos promover a partilha das experiências dos mais velhos para com os mais novos.

As crianças vão poder aprender os jogos que os seus avós jogavam quando eram criança e proporcionar aos avós uma viagem ao passado.

Tribuna das Ilhas - Em que consiste este projecto?

Rosa Leal - Este Projecto é um encontro de Gerações, um trabalho de parceria crianças do Jardim de Infância/avós/pais e nasceu do desejo de aproximar as várias gerações. Neste Projecto, queremos partilhar saberes, privilegiar as relações familiares e respeitar as dinâmicas individuais.

Realizamos algumas actividades que proporcionam novas experiências, para todos intervenientes: a gravação de uma marcha, a elaboração de alguns jogos e brinquedos dos avós; o presépio tradicional vivo e o altarinho, a presença dos avós/pais na escola; a visita a algumas escolas; a participação nas festividades da Freguesia, actividades para angariação de fundos, tendo em conta a concretização do sonho dos Heróis: uma viagem de avião, a São Miguel..

T.I. - Como surgiu a necessidade/vontade de levar a cabo um projecto desta natureza?

R.L. - Desde 2002 que tenho desenvolvido projectos intergeracionais. Neste projecto, os avós e os pais das crianças do Jardim de Infância da Praia do Almoxarife, são os heróis. Tendo em conta que são figuras fundamentais de uma Família, a presença do passado e memórias vivas, referência e apoio para os netos, carinho e amor, é importante proporcionar encontros/actividades onde todos estão presentes tornando este projecto num projecto vivo dentro da comunidade/ilha. Este projecto não é uma necessidade, mas sim uma continuidade de tudo o que já se fez e viveu, sempre de forma muito criativa. Os momentos que se vivem são ricos, de afecto e de uma aprendizagem recíproca.

T.I. - Quem são os grandes mentores deste projecto?

R.L. - Os mentores deste projecto são todos os participantes, pais, avós, crianças que querem partilhar, conviver num ambiente agradável. Fazemos também parcerias com a Câmara Municipal da Horta, Junta de Freguesia e Casa do Povo da Praia do Almoxarife, Escola Básica Integrada da Horta, APADIF, Instituto de Acção Social, Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, Escola Segura, Filarmónica Unânime Praiense e outras instituições.

T.I. - Quais os seus objectivos?

Os objectivos são: conhecer a família do grupo de crianças; promover a partilha das experiências; alertar para um maior envolvimento das famílias na vida da escola; estimular valores como o respeito, a amizade e a solidariedade; conhecer os Jogos dos Avós; participar em épocas festivas em comum; proporcionar uma viagem de avião; apresentar às outras escolas do Faial, o nosso Projecto; conhecer outro meio/outra cultura; dar a conhecer à comunidade educativa as actividades desenvolvidas e realizar uma visita de estudo a S. Miguel;

T.I. - Estão programadas diversas actividades: À Descoberta da Família; o Natal dos nossos heróis; a Festa de Santo Cristo; etc... como foi estruturado este programa?

R.L. - Este plano de actividades foi elaborado com as sugestões de todos os participantes e posteriormente seguiu vias hierárquicas para ser aprovado pelos órgãos de gestão.

T.I. - Que áreas pretendem focar?

R.L. - Nós desenvolvemos este projecto tendo em conta as Orientações Curriculares e as áreas de conteúdo.

T.I. - Qual o público alvo? Somente os alunos e os pais ou pretendem uma abertura à comunidade?

R. L. - O nosso Projecto procura dar a conhecer o nosso trabalho intergeracional e uma escola aberta e participativa, onde existem vários intervenientes e parceiros educativos. Nós à semelhança do ano lectivo transacto, queremos dar a conhecer o nosso projecto, ao Faial, a S. Miguel e ao mundo.


Grande Prémio dos Açores de Motocross

Marco Garcia revalida o título

Marco Garcia revalidou o título de campeão regional de motocross pela décima segunda vez, sendo este um título conquistado pela nova vez consecutiva.

A prova realizou-se domingo no novo Circuito Açoriano de Motocross no sítio do Cascalho, freguesia dos Cedros, e contou com uma moldura humana muito grande.

Ao todo foram 36 os pilotos inscritos, mas somente 30 terminaram esta prova que consagrou, novamente, Marco Garcia.

O piloto do Faial era favorito e fez valer a sua posição, ao proporcionar a todos os presentes um excelente espectáculo, com ultrapassagens no ar, saltos acrobáticos e um andamento muito regular.

Nos Iniciados, Fábio Maricato sagrou-se campeão nacional, uma prova igualmente disputada, com Bruno Serra, açoriano, a lutar pelos lugares cimeiros e a conseguir um auspicioso terceiro lugar.

As classificações foram as seguintes:

Classe elite:

1.º Marco Garcia - KTM

2.º - Nelson Ventura - Honda

3.º - Mário Sousa - Kawasaki

4.º - Nelson Escobar - Yamaha

5.º - Vítor Silveira - Honda

6.º - José Cipriano - KTM

7.º - Ruben Figueiredo - Yamaha

8.º - João Costa - KTM

9.º - Vítor Freitas - KTM

10.º - Luis Santos - Yamaha

11.º - Bruno Azevedo - KTM

12.º - Bobby Machado - Kawasaki

13.º - Dinis Faria - Yamaha

14.º - Fábio Mendes - Yamaha

15.º - Luis Mendonça - KTM

16.º - Diogo Andrade - Suzuki

17.º - Valdemar Andrade - Honda

18.º - Eusébio Silveira - KTM

19.º - Emanuel Garcia - Suzuki

20.º - Ricardo Santos - Suzuki

Classe iniciados:

1.º - Fábio Maricato - KTM

2.º - Jorge Maricato - KTM

3.º - Bruno Serra - Yamaha

4.º - Diogo Graça - KTM

5.º - Ruben Luís - Suzuki

6.º - Álvaro Gonçalves - Suzuki

7.º - Ricardo Santos - Honda

8.º - Gil Marques - Honda

9.º - João Ponte - Honda

10.º - Miguel Rodrigues - Honda


Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres

Colóquio “Violência no namoro: família e relações afectivas”

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Eliminação da Violência Contra a Mulher, que se celebrou esta quarta-feira, a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta e o Comando da Polícia de Segurança Pública da Horta, organizaram um colóquio denominado “Violência no namoro: família e relações afectivas”.

Este colóquio decorreu na Escola Profissional da Horta e, pretendia obter uma visão global da problemática da violência nas relações de intimidade, através da perspectiva e abordagem de diferentes instituições, tendo em vista despertar consciências para este flagelo social e aperfeiçoar mecanismos de interacção entre as mesmas, tendo por objecto, uma oferta de um serviço adequado à vitima/cidadão.

O programa do colóquio era vasto e abrangia a apresentação de uma peça de teatro, intitulada de “Um amor assim valia tudo”, com direcção e realização da UMAR Açores.

Carla Mourão, psicóloga da UMAR do Faial, explicou a este semanário que “esta problemática tem vindo a ser abordada, sobretudo neste último ano, porque é um forte indicador de futura violência conjugal, ou seja, quando há violência doméstica, quer numa relação de união de facto, quer num casamento, previamente houve no namoro.”

De acordo com a profissional da UMAR, “não recebemos nenhuma vitima de violência no namoro, o que tem acontecido é que, ao tratarmos casos de violência doméstica e conjugal, constatamos que, na retrospectiva que é feita à sua relação, muitas vezes já havia violência durante o namoro.”

No que concerne às palestras, de manhã, a psicóloga da Escola Profissional da Horta, Ana Luísa, falou dos “Primeiros sinais de violência no namoro”. A professora Fernanda Ângelo trouxe à discussão o tema “Sementeiras de violência em jardins de liberdade: causas e efeitos.”

Ana Félix, psicóloga da Escola Secundária, abordou a “Família e violência no namoro”, enquanto o Comissário Carlos Ferreira falou da “Violência no namoro: Uma perspectiva policial”.

Sobre esta temática, o responsável policial disse ao Tribuna das Ilhas que “a visão da PSP é de que a violência no namoro é um fenómeno a que se assiste hoje na nossa sociedade e em concreto na sociedade faialense. Era um fenómeno que até há um ou dois anos atrás não tinha grande visibilidade, mas, na sequência de um estudo realizado pela Universidade do Minho que veio revelar que jovens entre os 15 e os 25 anos de idade eram vítimas de violência no namoro, ganhou uma visibilidade crescente e deu origem a uma campanha oficial.”

“As situações de recurso à PSP por violência no namoro são ainda residuais no Faial” – avança Carlos Ferreira, que “já existem algumas situações detectadas, temos alguns inquéritos preliminares em curso, mas comparativamente com os dados globais de violência doméstica, a violência no namoro tem números ainda muito residuais”.

Na opinião do Comissário, “as e os adolescentes, bem como a família e os amigos das vítimas de violência no namoro, não tinham a noção da gravidade do problema. Por outro lado, as entidades oficiais não estavam muito sensibilizadas para esta problemática.”

De tarde os trabalhos deste colóquio tiveram início com a apresentação de um testemunho de uma situação de violência nas relações afectivas, da responsabilidade da UMAR. Carla Mourão, psicóloga da instituição falou sobre “Os afectos no ciclo da violência”.

Existe violência quando, numa relação amorosa, um exerce poder e controlo sobre o outro, com o objectivo de obter o que deseja.
A violência nas relações amorosas surge quando os rapazes pensam que têm o direito de decidir determinadas coisas pela namorada; o respeito impõe-se e o ser masculino é ser agressivo e usa a força. Ainda neste sentido, as raparigas acreditam que as crises de ciúme e o sentimento de posse do namorado significam que ele a ama e que são responsáveis pelos problemas da relação. Outra das questões abordadas e que são muitas vezes ponderadas pelas raparigas prende-se com o facto de não poderem recusar ter relações sexuais sempre e quando o namorado o deseja.
A violência não conhece fronteiras de estratos sociais, faixas etárias, religiões, etnias, etc, e ocorre em todos os casais, quer sejam heterossexuais ou homossexuais.
Decidir viver uma relação amorosa não violenta requer saber identificar os sinais de uma relação violenta. E os sinais são, por vezes, imperceptíveis na primeira instância e só com o longo do tempo é que há uma consciencialização. Alguns indícios passam por: beliscões, empurrões, arranhões, um dar de ordens ou toma de decisões sem consultar o outro.

Para além disso, não valorizar as opiniões; ser ciumento e possessivo, não querer que o namorado/a conviva com amigas e amigos; controlar todos os movimentos (perguntar constantemente onde esteve e com quem); humilhar em frente aos amigos e amigas; culpar o outro pelos comportamentos violentos e pressionar para terem relações sexuais, para terem relações sexuais não protegidas ou práticas sexuais não desejadas, são sinais claros de violência no namoro.
Normalmente a violência não é uma constante na relação, acontece ocasionalmente, e após o episódio de violência existe a chamada fase de “lua-de-mel”. Nesta fase o agressor procura desculpabilizar-se e desresponsabilizar-se, pedindo desculpa, oferecendo presentes e prometendo que a violência não voltará a acontecer.
As razões pelas quais as jovens mantêm uma relação de namoro violenta são várias, entre as quais o gostar realmente do namorado, querer que a violência acabe e não o namoro, e acreditar que poderá mudá-lo e a pressão do grupo.

A vergonha e o medo continuam ainda a ser os principais motores de uma relação deste género. Segundo Carla Mourão, “as adolescentes não se dirigem à UMAR a falar sobre a sua relação de namoro, por vergonha, porque pensam, muitas vezes, que é normal, quando estão numa relação o namorado ter direitos sobre elas…”

Carla Mourão é de opinião que “existem muitos casos camuflados. Pode não haver uma violência física, mas há o controle, a possessividade, a violência psicológica e portanto acredito sim que já está instalada”.
A violência no namoro tem consequências graves em termos de saúde física e mental para a jovem, tais como perda de apetite e emagrecimento excessivo; nódoas negras; nervosismo; tristeza; baixa auto-estima; depressão; isolamento; gravidez indesejada; doenças sexualmente transmissíveis; baixa dos rendimentos escolares ou abandono escolar e, em muitos casos, suicídio.

A UMAR deixa um conselho a todos as jovens que são vítimas de violência por parte dos namorados, “as jovens tem sempre o nosso apoio e podem sempre dirigir-se à UMAR. Se não se sentirem preparadas para nos abordar, tenham sempre, e acima de tudo, respeito por si próprias. Se estão numa situação destas falem com um adulto e peçam ajuda, mas, por favor, nunca fiquem numa situação destas”.

ABC vence Sporting da Horta

O ABC veio aos Açores bater o Sp. Horta por 27-23, juntando-se assim na liderança a FC Porto e Belenenses.

No outro encontro de sábado referente à 8.ª jornada da Liga, o Águas Santas recebeu e venceu o São Bernardo por 28-26.

A ronda, que tinha já três resultados conhecidos, completa-se este domingo com a realização do Madeira SAD-Sporting.

8.ª jornada

Águas Santas - São Bernardo, 28-26

Sp. Horta - ABC, 23-27

Benfica - Fafe, 34-25

FC Porto - Marítimo, 37-17

Xico - Belenenses, 25-30

Madeira SAD - Sporting, domingo

Classificação

1. FC Porto, 20 pontos / 8 jogos

2. Belenenses, 20 / 8

3. ABC, 20 / 8

4. Benfica, 19 / 8

5. Madeira SAD, 17 / 8

6. Xico, 17 / 8

7. Sp. Horta, 17 / 9

8. Águas Santas, 16 / 8

9. Sporting, 16 / 7

10. S. Bernardo, 14 / 8

11. Fafe, 8 / 8

12. Marítimo, 8 / 8

9.ª jornada (28 Novembro)

Fafe - Madeira SAD

Sporting - Sp. Horta

Marítimo - Benfica

ABC - Xico

São Bernardo - FC Porto

Belenenses - Águas Santas

Acção de formação para treinadores

A Associação de Basquetebol das Ilhas do Faial e Pico organiza uma acção de formação para treinadores de basquetebol, intitulada "Jogo por Conceitos", que se realizará no dia 28 de Novembro de 2009, às 11h30, no pavilhão do Fayal Sport Club, ministrada pela Treinadora Gracinda Andrade.

"Jogo por Conceitos” pretende ensinar o jogo através das “leituras” ofensivas e defensivas: ensinar o jogador a ter a capacidade de ler a defesa e o ataque e agir de acordo com as atitudes comportamentais do atacante e/ou do defensor; promover junto dos jogadores a escolha de uma opção, de acordo com as atitudes defensivas e promover a atitude ofensiva de todos os jogadores.

Esta acção de formação terá uma componente teoria e outra prática, sendo que nesta última contará com a presença de atletas de basquetebol do Fayal Sport Club.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

CCIH em festa

Comerciantes da ilha do Faial assinalam aniversário e querem vencer a crise

Maria José Silva

Marla Pinheiro

A história da Câmara do Comércio e Indústria da Horta remonta a 9 de Novembro de 1893, data do alvará que aprovou os estatutos da Associação Comercial da Horta, sua antecessora directa.

Obrigada durante o Estado Novo a mudar o seu nome para Grémio do Comércio da Horta – situação que persistiria até Março de 1977 –, a primitiva associação acabou por adoptar a actual designação somente em Janeiro de 1980.

Instituição de Utilidade Pública e Membro Honorário da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial, a Câmara do Comércio e Indústria da Horta é actualmente presidida por Ângelo Duarte e representa os comerciantes, industriais, importadores e exportadores das ilhas do Faial, Pico, Flores e Corvo.

Apesar da crise económica que se faz sentir, os comerciantes faialenses assinalaram o seu 116.º aniversário, momento que consideram também de reflexão sobre o futuro da recuperação do mercado, desejada para os tempos mais imediatos.

Ângelo Duarte, no seu discurso de aniversário congratulou-se pelo dinamismo associativo e empresarial existente nos sete concelhos da área de abrangência da CCIH.

“Há mais de cem anos, empresários uniram-se na defesa de interesses comuns, e, de geração em geração, até hoje, de maneira diferente mas com os mesmos objectivos” – sublinhou o presidente dos comerciantes que prosseguiu dizendo que “as minhas palavras são de estímulo para que possamos combater os tempos difíceis”.

Os industriais e comerciantes do Faial elegeram cinco mesas sectoriais, envolvendo 35 pessoas num próximo mandato, numa altura em que procuram soluções para a recuperação económico-financeira do sector:

MESA SECTORIAL DO COMÉRCIO E SERVIÇOS

PRESIDENTE:

- Mário & Paulo Silva, Filhos de José Maria da Silva, Lda. – Representada por Mário Jorge Dutra da Silva.

VOGAIS:

- Dorinda Porto Soares Silva – Representada por Paulo Silva.

- Atrans – Agência de Transportes Marítimos, Lda. – Representada por José Pedro da Silva.

- Jopesil – José Pedro da Silva e Filhos Lda. – Representada por Vítor Silva.

- Freitas Braga & Braga, Lda. (Flores) – Representada por William Braga

- Hortasuper – Com. e Representações, Lda. – Representada por Ivone Faria.

- Carlos Manuel Pereira Medeiros (Pico) – Representada por Manuela Pereira

MESA SECTORIAL DA CONSTRUÇÃO CIVIL

PRESIDENTE:

- Monte Carneiro construções, Lda. – Representada por António Dias.

VOGAIS:

- Luís Vieira da Silva, Engenharia Civil, Lda. – Representada por Eng.º Luís Silva.

- Construções Varadouro, Lda. – Representada por Evaristo Brum.

- Daniel Arruda, Lda. – Representada por Daniel Arruda.

- Largo das Cores, Tintas e Acabamentos Unipessoal, Lda. – Representada por Arq. Paulo Taveira.

- Barbasconstrói, Soc. Construção do Pico, Lda. – Representada por Cremildo Marques.

- Soc. de Construções Lucino Lima, Lda. (das Flores) – Representada por Lucino Lima.

MESA SECTORIAL DA INDÚSTRIA

PRESIDENTE:

- Transportes Marco & Silva, Lda. – Representada por António Manuel Silva.

VOGAIS:

- Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial, CRL – Representada por José Agostinho.

- Padaria Popular de José Armando da Silva Luís, Lda. – Representada por José Armando.

- SMF Serração de Madeiras, Lda. – Representada por Gabriel Silva.

- João Martins da Silva – Representada por Nuno Silva.

- Castanheira Soares, Lda (Flores) – Representada por Álvaro Silva.

- José António Neves da Rosa (Pico) – Representada por José Fernando.

MESA SECTORIAL DE OFICINAS E ABASTECIMENTO

PRESIDENTE:

- Costa & Martins, Lda. – Representada por Tomás Duarte.

VOGAIS:

- 292, Comércio Automóvel, Lda. – Representada por Mário Soares.

- Teófilo, S.A. – Representada por Carlos Goulart

- Auto Branco Reparações (Pico) – Representada por José Branco.

- Agrocomb (Pico) – Representada por Tomás Cardoso.

- Carlos A. G. da Silva & Filho, Lda. (Pico) – Representada por Carlos Silva.

- João Germano de Deus & Filho, Lda. – Representada por André Rodas.

MESA SECTORIAL DO TURISMO

PRESIDENTE:

- Casa D` Àvilas – Representada por Filipe Ávila.

VOGAIS:

- Manuel Furtado da Silva, Lda. – Representada por Ilídio Silva.

- Top Atlântico DMC Viagens e Turismo, SA – Representada por Cilisia Silveira.

- Aldina Matos e Filhos, Lda. (Pico) – Representada por Jaime Matos.

- Hortacetáceos – Representada por Pedro Filipe.

- Servi-Flor, Lda. (Flores) – Representada por José Medina

- José H. G. Azevedo, Soc. Unip. Lda, – Representada por José Azevedo.

Vitrinismo e Arte Floral

Para assinalar o seu 116.º aniversário, a CCIH trouxe ao Faial Fernando Ferreira, que, no passado sábado, transmitiu aos comerciantes locais um breve seminário sobre vitrinismo, seguindo-se uma demonstração de Arte Floral, área em que, de resto, tem colaborado desde há longos anos com os empresários locais. Essa longa colaboração de 25 anos valeu-lhe uma homenagem especial da CCIH, num jantar que decorreu também no sábado.

Com o concurso do Dia das Montras à porta e perante uma plateia cheia, Fernando Ferreira deu algumas sugestões aos comerciantes locais sobre como tornar as suas montras mais aliciantes ao público.

De seguida, Fernando Ferreira passou à área em que os faialenses melhor conhecem o seu trabalho, ou seja, a Arte Floral.

Em conversa com o Tribuna das Ilhas, o presidente da CCIH realçou a pertinência desta formação em vitrinismo: “o vitrinismo está muito relacionado com o marketing, e cada vez mais saber expor para motivar a compra é uma ciência”, refere Ângelo Duarte. Tirando partido do facto da CCIH ser neste momento uma entidade credenciada para a formação, Ângelo Duarte explica que o objectivo desta sessão foi “sensibilizar os empresários do comércio local para a importância da criação das montras”. Nesta área, entende que ainda há muito a fazer, por isso a CCIH pretende organizar acções de formação na área do vitrinismo no próximo ano. A ideia é apoiar os comerciantes locais “contribuindo para melhorar a apresentação do produto, não só no próprio espaço da montra mas também mesmo no interior da loja”, adianta Ângelo Duarte.

Seminário sobre energias renováveis

O Governo dos Açores quer que a contribuição das energias renováveis na produção de energia eléctrica no arquipélago passe dos actuais 28 para 75 por cento em 2018.

A informação é do director regional de Energia e foi avançada segunda-feira à noite, no Faial, durante a cerimónia do 116.º aniversário da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, onde Cabral Vieira apresentou uma comunicação subordinada ao tema “A Caminho de um Sistema de Energia Sustentável”.

Actualmente, 87 por cento da energia primária produzida nos Açores depende do petróleo, enquanto os restantes 13 por cento – e somente na electricidade – provêm das energias renováveis, adiantou o director regional de Energia.

Pela primeira vez nos Açores, em 2007 houve um recuo do peso da energia de origem fóssil na produção de electricidade graças à entrada em funcionamento da central geotérmica do Pico Vermelho, em S. Miguel.

Segundo explicou Cabral Vieira, a estratégia do Governo passa por conseguir uma maior eficiência energética nas ilhas e maximizar o aproveitamento das energias renováveis na produção de electricidade.

A certificação energética dos imóveis e equipamentos, que passa a ser obrigatória já em 2010 nos Açores, o recurso à tarifa bi-horária e a futura introdução de contadores inteligentes foram algumas das medidas apontadas como capazes de promover a eficiência energética.

Cabral Vieira defendeu ainda a necessidade de criar nas ilhas competências na área das energias renováveis, razão pela qual só na Universidade dos Açores existem 18 equipas com cerca de 70 investigadores a trabalharem nesse sentido.

Como medidas de curto prazo, anunciou a próxima alteração da legislação relativa à organização e funcionamento do sector eléctrico e das energias renováveis, a revisão do PROENERGIA, cujo diploma já está em apreciação no Parlamento, e a criação recente do sistema de registo de microgeração, que permite que o cliente da EDA possa ser também seu fornecedor.

Quanto à alteração do PROENERGIA, o director regional disse que o objectivo visa a redução do limite do investimento mínimo exigido às empresas, a alteração do limite máximo do apoio e a remoção do limite de venda à rede pública de excedentes de electricidade produzida para auto-consumo.

No âmbito deste programa, são susceptíveis de apoio os projectos destinados essencialmente ao consumo promovidos por pequenas e médias empresam, cooperativas, associações sem fins lucrativos, pessoas singulares e condomínios.
Ângelo Duarte, presidente da Câmara do Comércio, diz que
o grande objectivo deste seminário, foi trazer até nós cada vez mais o interesse pela área. Foi essencialmente informativo e vemos uma grande necessidade de termos empresas no concelho da Horta e em toda a nossa área de intervenção para a comercialização deste tipo de produtos. É mais uma oportunidade de negócio na área das energias.”

São Miguel e Terceira têm já várias empresas na área, e o Pico e São Jorge também têm uma empresa. No Faial existe apenas uma empresa mas que ainda não possui o volume de negócios desejável.

De acordo com Ângelo Duarte, “seria bom termos mais empresas, com novos produtos. A SRAM está interessada em encontrar no Faial uma empresa para gestão de resíduos sólidos.”

Acervo fotográfico traduz história das estradas açorianas

A exposição “Passado…Presente…Futuro: História das Estradas dos Faial”, é uma mostra comparativa da rede viária da ilha com várias décadas de diferença, uma demonstração da “evolução das nossas estradas sob o ponto de vista das acessibilidades”.

A exposição temática demonstra o património da rede viária construída que, segundo o José Contente, “devemos preservar na memória colectiva” enquanto grande obra no arquipélago, mas foi também pensada para preservar as experiências e o esforço de todas as pessoas “que souberam, ao longo destas décadas, rasgar caminhos de futuro, e mesmo com pouco equipamento e rudimentar, conseguiram levar as nossas vias terrestres às zonas mais difíceis das nossas ilhas e aqui no Faial isso também aconteceu”.

A exposição, além da projecção de diferentes troços da rede viária comparativos entre passado e presente, projecta igualmente o futuro, nomeadamente a construção, nesta legislatura, da segunda fase da variante, do Largo Jaime Melo até aos Cedros, e ainda a requalificação da zona do Capelo à Praia do Norte.

A exposição “Passado…Presente…Futuro: História das Estradas” já foi realizada nos diversos concelhos de S. Miguel, em Santa Maria e depois do Faial segue-se a ilha do Pico, a 3 de Dezembro, estando previstas para o ano de 2010 o percurso das restantes ilhas e uma mostra global, em Ponta Delgada, com a súmula desta digressão.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Motocross

Marco Garcia a uma prova de revalidar o título

O actual campeão regional de motocross, Marco Garcia, em KTM, foi o vencedor da 6ª prova do Campeonato dos Açores, que teve lugar na pista Soluções M, em São Miguel, no passado fim-de-semana.

Esta vitória dá-lhe 19 pontos de vantagem sobre o segundo classificado da geral e do campeonato, Nélson Ventura (Honda).
Tudo está em aberto e o campeão deste ano só será conhecido na última prova, que se realiza no Faial, a 22 de Novembro.
Marco Garcia diz que “é mais um título que está mais perto e mais fácil, mas não está ganho”, recordando que em anos anteriores “já passei por isso, ou seja, quando previa que podia ganhar perdi dois títulos. Portanto, só no final é que se poderá fazer a festa”.

Governo estabelece protocolo com Observatório do Mar dos Açores para divulgação científica

O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos anunciou a criação de um protocolo de cooperação para financiar as actividades e despesas correntes do Observatório do Mar dos Açores (OMA), na Horta.

José Contente visitou na tarde de quarta-feira as instalações do OMA para averiguar as necessidades humanas e científicas da infra-estrutura, onde ficou igualmente a par dos projectos de divulgação científica que o Observatório leva até junto da população, escolas e turistas.

“Este protocolo é um primeiro passo para que este Observatório tenha um bom desempenho a nível do funcionamento e faça aquilo que consta nos seus estatutos, a divulgação científica associada ao mar dos Açores”, disse o governante.

Esta parceria visa essencialmente estreitar o apoio financeiro para estudos e pesquisas científicas, para despesas de funcionamento, aquisição de equipamentos e ou serviços de manutenção da infra-estrutura.

José Contente referiu ainda que esse protocolo deve ser celebrado no próximo ano e deve atingir um montante entre os 50 e os 75 mil euros anuais.

“Nós precisamos de criar uma verdadeira cultura científica e tecnológica na Região para entrarmos com pleno conhecimento e rigor na Sociedade do Conhecimento e são estes Centros de Ciência que existem em várias ilhas que podem fazer essa ligação, a ligação às escolas, às pessoas que os visitam de modo a que tudo isto corresponda a um patamar de qualidade sob o ponto de vista do conhecimento científico dos açorianos”, acrescentou o secretário da tutela.

O Observatório do Mar dos Açores, situado na Antiga Fábrica da Baleia, no Monte da Guia, recebe anualmente cerca de 15 mil visitantes.

GNR sem os meios navais prometidos


O barco Alportel da Guarda Nacional Republicana (GNR) está parado na Marina da Horta, praticamente, desde o primeiro trimestre deste ano a aguardar a reparação no motor da embarcação, com cerca de duas décadas.

A embarcação chegou aos Açores no final de 2007, tendo sido indicado que seria a primeira de cinco embarcações da GNR a serem deslocadas para os Açores.

Inicialmente, o projecto previa que fossem distribuídas quatro embarcações pelas ilhas de São Miguel, Terceira, Faial e Flores, ficando uma embarcação de reserva que deveria ser utilizada quando houvesse alguma avaria nos quatro barcos operacionais.

No entanto, passados três anos apenas foi colocada uma embarcação na Região, que ainda por cima apresentava diversos problemas com a sua manutenção, contando com muito poucas horas de navegação.

Estas embarcações da GNR deveriam actuar no âmbito da recém criada Unidade de Controle Costeiro da GNR, com “competências específicas de vigilância, patrulhamento e intercepção naval ou terrestre em toda a costa do continente e das Regiões Autónomas, competindo-lhe, ainda, gerir e operar o Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (SIVCC), distribuído ao longo da orla marítima”.

O Comando Territorial dos Açores formou diversos militares com um curso semelhante ao ministrado aos elementos da Guarda Costeira dos Estados Unidos da América, para desenvolver acções fiscalização e abordagem a embarcações em alto-mar, mas pelo facto do barco Alportel estar em reparações os militares com a especialidade para fazer patrulhamento marítimo apenas abordam as embarcações que entram na Marina da Horta.