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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


Federação Regional de Bombeiros dos Açores

Está a ser ultimada a formação de uma Federação de Bombeiros dos Açores. A informação foi avançada na Horta na passada semana, por Vasco Garcia, presidente da Direcção dos Bombeiros de Ponta Delgada e, simultaneamente, presidente da Federação de Bombeiros do Grupo Oriental, e por Hélio Pamplona, presidente da Direcção da Associação Faialense de Bombeiros Faialenses.

De acordo com aquele responsável, “vim aqui à Horta para definir uma estratégia que tem como objectivo, não só nosso mas também da Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, criar uma federação única para todos os bombeiros dos Açores.”

No entender de Vasco Garcia, “o facto de nos Açores existirem duas federações de bombeiros – Federação de Bombeiros dos Açores – Grupo Ocidental e Central; e Federação de Bombeiros dos Açores – Grupo Oriental – não tem facilitado a união das 17 associações de bombeiros açorianos.”

Recuando no tempo e tentando perceber como este processo se tem desenrolado, apurámos que desde 2008 que existem algumas reuniões preparatórias em torno deste tema. Em Novembro passado esta questão foi novamente levantada durante um congresso regional, e, na ocasião, o Faial manifestou a sua concordância com a Federação.

Hélio Pamplona disse também que “uma federação deste género é em muito positiva. É verdade que já existem duas federações, mas o que nós queremos é uma única que congregue todas as 17 associações dos Açores. Por exemplo, com a federação poderá gerir-se mais cabalmente os recursos, ou seja, imagine-se que nós temos material a mais, podemos dividir por alguma associação que precise.”

Posto isto, em Março próximo deverá realizar-se uma reunião com todas as associações que, entretanto vão receber um documento sobre o assunto, para que se possa constituir a federação.

“O papel da federação será dar uma voz única às associações de bombeiros dos Açores naquilo que têm de comum, e que é muita coisa. Racionalizar os meios de formação; ou seja, promover acções conjuntas. Queremos ter ainda uma central de compras, pois isso vai fazer baixar os preços logo os custos inerentes a cada associação” – sublinha Vasco Garcia que afirma convicto de que, “esta federação pode ser a personalização do lema “a união faz a força”.


A vocação duma instituição como o DOP
é essencialmente reforçar as actividades pós-graduação



O ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, anunciou na Horta, o lançamento de um projecto nacional de ciências do mar profundo, especialmente vocacionado para a investigação dos recursos biológicos e minerais.
“O potencial das profundezas é tal que justifica um programa específico desta natureza”, afirmou, salientando que se trata de um projecto que se pretende “aberto e competitivo” para atrair investigadores de todo o mundo.
Mariano Gago admitiu que este programa possa trazer para Portugal escolas e laboratórios internacionais ligados à investigação do mar profundo e ainda residências internacionais para jovens cientistas de diferentes países.
Para o ministro, este programa será um primeiro passo para que o país aproveite os recursos biológicos e minerais que estão “escondidos” nas profundezas do Atlântico.
Em entrevista exclusiva ao Tribuna das Ilhas o Ministro do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia falou do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, da sua importância e dos projectos do Ministério para a Academia Açoriana.

Qual a sua opinião sobre o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores?
Acompanho o DOP já há muitos anos, quase praticamente desde o seu início quando se instalou um pequeno núcleo de investigação de oceanografia aqui na Horta.
Ao longo dos anos foi possível que nesta instituição acontecesse algo que tem sido extremamente raro de acontecer noutras zonas designadamente na Universidade dos Açores, que foi atrair investigadores de todo o lado e isso criou na Horta um pólo de investigação cientifica que à escala nacional é um pólo de dimensão muito importante e que está muito especializado.
Está especializado essencialmente nas questões biológicas mas muito ligado à especificidade desta região. Há a possibilidade de ter acesso a mar profundo e essas áreas hoje têm, do ponto de vista científico, um interesse muito elevado e isto pelo facto de se terem descoberto fontes hidrotermais; pelo facto de se ter descoberto que o património genético em profundidade era muito rico e muito interessante. Descobriram-se formas de vida em condições que, há umas décadas atrás, se julgava impossível.

Que benefícios directos é que essas descobertas podem trazer para o nosso país?
Aquilo que faz com que muitos países e investigadores hoje invistam muito tempo e recursos na análise do mar profundo, julgo que são essencialmente duas razões centrais. A primeira relacionada com o ponto de vista biológico e a segunda ligada aos recursos minerais.
Biologicamente é o facto de se ter a expectativa de que existem formas de vida e património genéticos especiais que se podem encontrar em zonas muito profundas do oceano. Isto é uma fonte potencial de produtos para a indústria biotecnológica. Aquilo que nós podemos esperar de melhor no seguimento desta investigação é que, nos próximos anos, junto da actividade do DOP, se venham a criar, a partir provavelmente dos investigadores do DOP e da investigação deles, empresas ligadas à biotecnologia.
Isso poderá acrescentar um elemento novo à biotecnologia e sobretudo pode contribuir para um novo ponto de desenvolvimento na Horta junto do DOP.
A outra área prende-se com os recursos minerais. Penso que será uma área alvo de investigação por parte de muitos países. A pesquisa de minerais no subsolo foi sempre e continua a ser extremamente importante. A pesquisa de jazidos de minerais raros no fundo do mar tem uma importância económica enorme.

Têm sido celebrados vários protocolos entre a Universidade dos Açores e instituições académicas de todo o mundo. Qual a sua opinião a esse respeito?
Estes protocolos existem porque existe, nos Açores, qualidade e trabalho. Ninguém vai atravessar o Atlântico para vir para uma ilha da qual nunca ouviu falar a menos que isso tenha interesse para a sua profissão e que saiba que do lado de lá tem colegas cujo trabalho conhece e reconhece. O fundamental aqui é a actividade científica e a qualidade do trabalho aqui desenvolvido. É essa qualidade que permite atrair outras pessoas e fazer com que esse trabalho seja respeitado e que outros queiram também colaborar com os que aqui estão.
É verdade que a colaboração entre o DOP e outras instituições, quer na Europa quer nos Estados Unidos. Ainda muito recentemente assinámos aqui na Horta um acordo de cooperação com a Universidade de Massachusetts que tem uma actividade importante nesta área.
Isso vai ser reforçado com a implementação de um programa de investigação para o mar profundo, cujo objectivo é fazer, especificamente nas questões ligadas ao mar profundo, com que os poucos centros de investigação à escala mundial encontrem aqui um Centro de Operações. Que este seja o sitio natural para se reunirem, para se organizarem conferências, escolas, onde haja uma actividade de referência e observação de tudo o que está a ser feito nesta área.

A inauguração das novas instalações vem colmatar uma lacuna em termos infraestruturais?
O DOP teve um crescimento que é muito normal numa instituição científica, isto é, foi tendo as instalações à medida que era preciso. Não há nada pior do que começar pelos edifícios, depois pensar nos equipamentos e só no fim pensar nas pessoas. O DOP fez-se exactamente como devia ser. Começou com instalações muito precárias, com pouca gente e nós com a esperança de que aquelas pessoas pudessem gerar trabalho. Ao longo de muitos anos visitei as instalações do DOP e, a certa altura, estavam completamente apinhadas. Ainda me lembro de ter negociado com a Marinha a cedência dos outros edifícios quando não havia mais condições de expansão. O novo edifício do antigo hospital tem finalmente condições de dimensão, espaço e qualidade de trabalho e está justificado por haver muita gente e muito trabalho neste momento. Há dez ou quinze anos atrás não havia DOP sequer para ocupar aquelas instalações, caso elas existissem.

Acha que temos condições para que seja leccionada uma licenciatura na Horta?
Não sei se isso será o mais importante. No momento não há uma grande vantagem em fazer-se uma dispersão de actividades de licenciatura nas Universidades. As actividades pós-licenciatura e pós-graduação têm uma enorme vantagem em serem leccionadas onde está a actividade de investigação. Hoje o DOP tem actividade pós-graduação importante e aliás já começa a ter uma actividade nova de formação profissional que é muito interessante.
Diria que a vocação duma instituição como o DOP é essencialmente reforçar as actividades pós-graduação que são as únicas que conseguirão trazer para os Açores e para a Horta estudantes de todo o lado.

Anunciou a criação de um programa inovador para as ciências do mar. Pode esmiuçar ao Tribuna das Ilhas de que se trata este projecto?
Nestes últimos 20 anos tem havido, em Portugal, vários programas de dinamização das ciências e tecnologias do mar.
O que foi anunciado é a criação de um programa específico para a questão do mar profundo. Esta é uma área de enorme competição internacional. Do ponto de vista cientifico e estratégico para o futuro.
Parece-me essencial neste momento, concentrar recursos na exploração do mar profundo. Onde temos esse mar profundo no território português é nos Açores, mas isso não significa que sejam apenas instituições açorianas a fazer esse trabalho. É um trabalho de uma tal dimensão e exigência que este programa servirá para convocar todas as instituições nacionais com as competências que têm para conseguir resolver, obter conhecimento e aplicações dos estudos do mar profundo.
Há pouco dei-lhe dois exemplos: a pesquisa de recursos minerais e a pesquisa de formas de vida que permitam novos avanços na biotecnologia. Creio que haverá muitos mais, mas o trabalho nestes dois sectores será muito importante.
Durante 2010 vamos tentar desenhar por completo este programa, estabelecer as alianças internacionais necessárias, definir programas de trabalho, recrutar pessoas, saber quem faz o quê e operacionalizá-lo para os anos seguintes.

O Reitor da Universidade dos Açores tem vindo a reclamar um aumento do financiamento para a Academia na ordem dos 10%, com o objectivo de que 2010 não seja um ano tão penoso como 2009. Vai o Ministério “ceder” a esta exigência?
Os Ministérios não cedem a exigências, têm sim de olhar para os sistemas de ensino superior e para as universidades em função das suas necessidades reais. Mas também têm que introduzir factores de estímulo que permitam às instituições serem melhores. Um desses factores é o financiamento e é público que as condições que estão inscritas no programa de governo para 2010 de investimento ao ensino superior são particularmente favoráveis para conseguirmos ter, nos próximos anos, muitos mais alunos nas universidades. Esse é o nosso principal objectivo, a par do reforço da qualidade do ensino superior. No caso da Universidade dos Açores é absolutamente indispensável que se reforce a capacidade formativa, mas para isso é preciso atrair estudantes.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


Autárquicas 2009
Candidatos do PS à Câmara Municipal da Horta visitam obras do Porto.


Os candidatos do Partido Socialista à Câmara Municipal da Horta, nas Autárquicas de Outubro próximo, visitaram esta quarta-feira, 26 de Agosto, as obras do Porto da Horta.
Numa visita guiada pelo Engenheiro Fernando Nascimento, presidente do Conselho de Administração da APTO – dona desta imponente e estruturante obra, João Castro e a sua comitiva, ficaram a conhecer de perto o que se passa em relação àquela infra-estrutura que custará aos nossos cofres algo como 38 milhões de euros.
De acordo com o que nos foi explicado na altura, a obra, que tem como prazo de execução 3 anos, está a decorrer a bom ritmo e , por parte dos construtores tem havido uma preocupação em terminar a implementação das áreas de protecção, para que não haja percalços no Inverno.
No final da visita, e em declarações aos jornalistas, o candidato rosa afirmou ter escolhido começar a pré-campanha eleitoral no Porto da Horta por ser “a obra mais importante e imponente que se leva a cabo no Faial nos últimos 50 anos.”
João Castro classifica ainda a obra do novo Porto da Horta como “fruto da cooperação que houve entre a Câmara Municipal da Horta e o Governo Regional dos Açores. É uma obra que ainda agora está a começar, mas que vai ser complementada com a requalificação da avenida marginal, tendo em conta uma estratégia racional de virar a cidade para o mar.”
O candidato do Partido Socialista está ciente de que esta infra-estrutura vai mudar a contextura da cidade, “vai mudar a forma como vemos a cidade, como a vivemos e como a abordamos, disso não tenho dúvidas, mas beneficamente trará um novo “apetite” em torno de uma área citadina diferente e exigirá uma nova abordagem das valências que esta obra traz.”





sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Legislativas 2009

Candidatos do PS/Açores visitam GNR da Horta

Luísa Santos, Ricardo Rodrigues e Hélder Silva protagonizaram uma visita na manhã de terça-feira ao destacamento da GNR da Horta.

O Comandante José Rodolfo mostrou aos políticos todo o edifício que tem sido, aos poucos, alvo de obras de beneficiação. Registe-se ainda que o corpo de efectivos da GNR da Horta é de 34 elementos, sendo que contempla ainda as ilhas das Flores, Pico, Corvo.

No final da visita, a candidata do PS/Açores à Assembleia da República, Luísa Santos, destacou os cerca de quatro milhões de euros investidos pelo Governo de José Sócrates na remodelação de várias instalações das forças de segurança no arquipélago.

Luísa Santos salientou que os candidatos socialistas às eleições de 27 de Setembro têm tido a “preocupação de visitar diversas obras que têm sido feitas pelo Governo da República, nomeadamente nas forças de segurança”.

“Na Assembleia da República, os deputados do PS/Açores comprometem-se a defender que os efectivos tenham, cada vez mais, melhores meios à sua disposição”, assegurou ainda a candidata rosa.


Legislativas 2009

Marco Garcia é o Mandatário Regional do PS para a Juventude


Marco Garcia foi apresentado como Mandatário Regional da Juventude do Partido Socialista nas eleições legislativas na passada segunda-feira, na cidade da Horta.

Na apresentação, que decorreu na Marina da Horta, Marco Garcia mostrou disponibilidade para participar neste projecto, dando o seu contributo para “um maior e melhor desenvolvimento das Ilhas dos Açores tal só poderá acontecer com a vitória do Partido Socialista sendo assim garantida uma importante cooperação entre o Governo nacional e o Governo Regional.”

Marco Garcia tem 31 anos, é empresário de profissão e tem vários títulos regionais e nacionais de motociclismo. Natural da ilha do Faial, o piloto tem-se destacado no contexto nacional e regional nas categorias de motocross, supercross e enduro, sendo detentor de 7 troféus regionais, 12 títulos de campeão regional, um troféu nacional, um título de campeão nacional e, em representação da selecção nacional, foi o vencedor do Troféu Mediterrâneo.

Berto Messias, presidente da JS Açores, esteve presente na apresentação do mandatário e lançou duras críticas ao PSD.

Quer no seu discurso, quer no discurso de Ricardo Rodrigues, garrote foi a palavra mais empregue, para classificar o que tem sido feito pelos sociais-democratas.

“Manuela Ferreira Leite quer impor-nos a vivência num País a preto e branco.

Faz parte e pretende recuperar agora nas eleições legislativas uma geração de políticos que fazem parte dos vestígios salazaristas que ainda existem no nosso País e que protagonizaram vários momentos que desconsideram os jovens. Quem defende que o casamento apenas serve para procriar preconiza uma ideologia retrógrada desenquadrada dos tempos em que vivemos”, afirmou o líder da J.S. Açores relembrando as fortes cargas policiais que existiram sobre jovens e sobre estudantes quando Manuela Ferreira Leite era Ministra da Educação.

O cabeça-de-lista do PS/Açores às eleições legislativas lembrou, na ocasião que Manuela Ferreira Leite, enquanto ministra das Finanças, suspendeu uma transferência de 20 milhões de euros para a reconstrução do Faial e do Pico, uma atitude que os “açorianos não podem esquecer”.

Ricardo Rodrigues salientou que, nas eleições legislativas de 27 de Setembro, está em causa escolher entre José Sócrates ou Manuela Ferreira Leite para primeiro-ministro de Portugal.